- Afinal, o que você quer? - insistiu.
- Parceria. Isso não tem nada a ver com sexo nem com romance, mas com outra natureza de afeto, ou de afetos. Eu quero um tipo de relação que não necessita de palavras. Quero que a gente se entenda por música, no sentido figurado e no sentido literal. Quero um pianista que não abaixe a cabeça nem desvie os olhos quando estou cantando o amor, quero um olhar cúmplice, a solidariedade, a empatia, a generosidade; quero que você não tenha vergonha de sentir o que estou sentindo, e que você viva o que estou vivendo durante toda essa canção.
- Se é só isso, posso tentar...
- Este jogo não comporta tentativas. A única regra é se entregar.
Você vai mesmo querer prosseguir comigo?

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